O Golfe e o Pilates

30 mai

O Golfe é um esporte praticado há muito tempo. Reza uma velha lenda que tudo começou com um camponês que tentou acertar uma pedra dentro de uma toca de coelho, arremessando-a a partir do seu cajado. Desde aí, tem se tentado melhorar o equipamento, trocando pedras por bolas de materiais complexos, cajados por tacos ultra sofisticados, mas ainda assim, a mecânica do movimento sobrepuja qualquer material, em termos de performance.

Vamos tentar explicar como esse esporte funciona. A ideia consiste em acertar uma bolinha dentro de um buraco que, por vezes, se encontra a mais de 500 metros de distância da “linha de largada” ou tee. Para isso, o jogador conta com 14 tacos previamente selecionados, sendo que apenas um é de uso obrigatório por todos os jogadores. Os diferentes tipos de taco servem, basicamente, para se regular a distância da tacada. O movimento do corpo (ou Swing), raramente muda de mecânica ou intensidade. Então, um taco com a “cara” mais angulada, projetará a bola mais pra cima que pra frente, gerando mais controle na tacada, porém menos distância. O inverso é verdadeiro também. Portanto, não é necessário aplicar uma força tremenda para projetar a bola longas distâncias. Apenas aplicar a mecânica correta do swing. O resto o taco faz para você.

Determinamos que o campeão é aquela pessoa que completa 18 buracos com o menor número de tacadas. Lembrando que tacas que deram muito erradas, e caíram, por exemplo, no lago, pagam uma tacada extra de penalidade. Portanto, veja a importância de um Swing bem executado. E como ter um bom Swing, você deve estar se perguntando. A resposta é: Técnica apurada, horas de treino, e um condicionamento físico adequado.

O swing por si só, mesmo parecendo simples, implica em diversas qualidades físicas. Estabilização de tronco em postura de flexão de coxa, coluna ereta e alinhada, estabilidade de membros inferiores enquanto o troco roda na ida (backswing) e na volta (downswing), flexibilidade de tronco e de membro superior, e claro, coordenação motora. Viu em algum momento eu citar força ou potência? Essas qualidades não definem um bom jogador. E na maioria das vezes comprometem a qualidade do swing. Logo, o swing exige uma postura curvada à frente, perfeitamente estática num primeiro momento, com o equilíbrio perfeito e os membros relaxados. Aliás, um dos erros mais comuns ao jogador iniciante é contrair demais o corpo. Porém a ideia é contraditória. Como manter uma postura sólida e estática sem contrair excessivamente os músculos? Aí está a chave e o primeiro segredo do treinamento físico.

A partir dessa base sólida, podemos executar o movimento. A fase em que o taco se afasta da bola é o backswing. Nessa fase, acumulamos energia, para depois retornarmos o taco até a bola novamente. Nessa fase, além da manutenção da postura, necessitamos de flexibilidade e de liberdade de movimentos.

Note que a pelve e o tronco rodaram, assim como os braços. Porém a postura curvada à frente continua, os pés não se moveram, nem tampouco a cabeça. Outro ponto importante é o braço esquerdo. Não deve haver flexão do antebraço.

No downswing, quem inicia o movimento é a pelve. Rodando antes que os outros segmentos do corpo, e puxando-os a seguir a rotação. O último segmento que semove são os braços.

Note como a pelve está rodada, tendendo a “olhar” para o alvo, enquanto o troco adota uma posição de inclinação, “fugindo” da bola. Essa posição auxilia a fazer a bola subir. Outro erro muito comum nos jogadores iniciantes é não fazer essa inclinação, ou tentar movimentar demais os braços.

Gosto de pensar no swing como um pêndulo complexo, onde o centro do movimento sempre é a rotação do tronco e não a ação dos braços. Os braços servem, em parte, como uma extensão da vara do taco. Digo “em parte”, pois há mais um segredo que quero compartilhar com vocês. O movimento das mãos e do antebraço é importantíssimo.

Termino por aqui nessa breve análise biomecânica do swing do golfe, espero que tenham gostado.

Seguindo esse raciocínio biomecânico, o pilates pode ajudar esses alunos golfistas a desenvolver maior força, estabilidade e controle de tronco e membros. Como ?

Dentro do repertório de exercícios (STOTT PILATES), temos várias opções de movimento que podem ajudar os alunos a desenvolverem a força e o controle da musculatura, tais como: Torção lateral em pé (no Cadillac), Backhand (no Reformer), Toque cruzado (no Reformer), Rotação em decúbito ventral, segunda modificação (no Ladder Barrel), Abdome lateral apoiado (na Stability Ball) e Torção do tronco (no Mat).

Essas são apenas algumas opções, com criatividade e conhecimento da biomecânica poderemos criar novos exercícios e progredir aos poucos esses alunos, melhorando a eficiência do movimento. Divirtam-se e criem novas opções nas suas aulas !!!

Texto escrito em parceria com o fisioterapeuta Dr. Marcelo Sanchez CREFITO-3/90155-F

E-mail: marcelo@exercicionatural.com.br

www.exercicionatural.com.br

Exercício da semana

28 mai

Nadando

Oi Pessoal,

Essa semana mudaremos novamente o decúbito do exercício. Nós vamos trabalhar em decúbito ventral, com o exercício Nadando.

Por ser um exercício em decúbito ventral, vamos desafiar a estabilidade das escápulas (para não sobrecarregar os ombros), do tronco (evitando rotações e inclinações) e da pelve (mantendo abdominais conectados para evitar inclinações).

A posição é em decúbito ventral, pelve e coluna neutra, pernas estendidas  e afastadas (em leve rotação lateral) e pés de bailarina (em ponta). Braços estendidos acima da cabeça e na largura dos ombros.

Ao expirar vamos estender a parte superior da coluna e as pernas para fora do colchonete. Inspire por 5 contagens elevando um braço e a perna oposta (a cada contagem inverte braços e pernas) e expire por 5 contagens mantendo a troca de braços e pernas. Para retornar, inspire e mantenha braços e pernas alongados e unidos para fora do colchonete, e ao expirar voltamos tudo ao colchonete.

Musculatura utilizada: Eretores espinais, semiespinal, glúteo máximo, ísquiotibiais. Musculatura acessória: transverso do abdome, oblíquos interno e externo, reto do abdome, iliopsoas, quadríceps femoral, gastrocnêmio, solear, deltóide anterior, peitoral maior, latíssimo do dorso, redondo maior, trapézio inferior, serrátil anterior e tríceps braquial.

Objetivos do exercício: fortalecer extensores do tronco, melhorar a estabilidade do tronco e desenvolver a coordenação motora.

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Alongamento X Flexibilidade

23 mai

Afinal de contas, o que é alongamento ? Porque e por quanto tempo temos que alongar ? Qual a diferença entre alongamento e flexibilidade ?

Essas costumam ser as dúvidas mais frequentes quando o assunto é alongamento, e hoje tentarei esclarecer um pouco todas essas perguntas.

Vamos começar pelas definições:

* Alongamento é uma manobra terapêutica usada para promover aumento no comprimento de tecidos moles e assim promover mais extensibilidade aos músculos, tendões e tecido conjuntivo e melhorar a flexibilidade articular.

* Flexibilidade é a amplitude de movimento disponível em uma articulação, ou seja, depende da estrutura óssea, do tecido conjuntivo e da extensibilidade dos tendões e ligamentos.

Portanto, nós alongamos para poder manter a flexibilidade nas articulações. Para isso, temos três tipos básicos de exercício de alongamento: o estático, o balístico e o por PNF (facilitação neuromuscular proprioceptiva).

No alongamento estático temos redução do gasto energético e redução da possibilidade de estiramento muscular, já que o processo de alongar o músculo ocorre de maneira lenta e gradual, para ativar os órgãos tendinosos de Golgi e deve ser mantido no mínimo por 15 segundos e no máximo por 60 segundos (para que haja adaptação das fibras ao novo comprimento).

No alongamento balístico o músculo contrai e relaxa rápida e seguidamente, aumentando a chance de causar lesões. Costuma ser muito usado no caso de atletas, que precisam de um bom rendimento dinâmico, em que é necessário muita atividade balística.

O alongamento por PNF tem o objetivo de acelerar a resposta neuromuscular através de um mecanismo proprioceptivo, para isso, temos que ter uma leve contração antes do alongamento estático, para aumentar a flexibilidade do tecido muscular. O alongamento por PNF também é conhecido como: contrair-relaxar, manter-relaxar, contração do agonista entre outras.

As indicações para o alongamento são: quando a amplitude de movimento estiver limitado por contraturas, cicatrizes e adesões teciduais, quando essas limitações levam a deformidades e em músculos retraídos que devem ser alongados antes de serem fortalecidos.

E as contra-indicações são: um bloqueio ósseo que limita a mobilidade da articulação, após fratura ainda não consolidada, processo inflamatório ou infeccioso agudo, sensação de dor, tontura ou formigamento.

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Exercício da semana

21 mai

Serrote

Mais uma semana começando (ebaaaa !!!!) portanto, vamos pilatear minha gente. Essa semana vamos espantar o frio com o exercício Serrote, que é a combinação do exercício Torção da Coluna com o Alongamento da Coluna para frente.

Iniciaremos o movimento sentados, pelve e coluna neutras, pernas estendidas e abduzidas na distância dos ombros, pés em dorsiflexão. Braços estendidos para os lados com as palmas das mãos para frente,

Ao inspirar vamos rodar o tronco (sem rodar o quadril) e levar a mão em direção ao pé oposto. O outro braço cresce e se alonga para trás. Ao expirar flexionamos a coluna para frente levando a mão em direção a lateral do pé. Inspire para articular a coluna de volta a posição vertical e expire para retornar o tronco e os braços para frente.

OBS: depois devemos inverter o lado !

Musculatura utilizada: Oblíquo Interno, Oblíquo Externo, Eretores e Semiespinal. Musculatura acessória: Transverso do abdome, Glúteo máximo, Isquiotibiais, Tibial anterior, Extensor longo dos dedos, Deltóide medial, Supra-espinal, Peitoral maior, Latíssimo do dorso, Redondo maior, Tríceps braquial e Rombóides.

Objetivos do exercício: Ganhar flexibilidade nos adutores e isquiotibiais, melhorar a força da musculatura extensora das costas e desenvolver controle na ativação dos oblíquos abdominais.

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Ombro parte 2

9 mai

Essa semana daremos continuidade ao assunto da semana passada, que foi o complexo articular do ombro. O post anterior foi sobre as estruturas ósseas e as articulações, e essa semana falaremos sobre a amplitude de movimento e ação de alguns músculos.

Os movimentos de flexão e extensão ocorrem no eixo coronal e descrevem arcos de movimento de amplitudes diferentes. A flexão possui uma amplitude de movimento para frente de zero graus a cento e oitenta graus acima da cabeça, sendo que a articulação glenoumeral chega até cento de vinte graus, e os sessenta graus restantes são obtidos com a abdução e a rotação lateral da escápula. A extensão possui uma amplitude de movimento para trás de até quarenta e cinco graus, porém se o cotovelo for flexionado, a amplitude aumenta, pois perderemos a ação muscular do músculo bíceps braquial.

A adução e abdução são movimentos que ocorrem no eixo sagital e também possuem amplitudes de movimento diferentes. A abdução descreve um arco lateral de cento e oitenta graus até uma posição vertical acima da cabeça. A adução descreve um arco em direção à linha média do corpo e corresponde a elevação completa do braço acima da cabeça, da posição zero graus até uma posição oblíqua para cima (à frente do corpo).

O músculo deltoide gera cerca de cinquenta por cento da força para a elevação do braço em abdução ou flexão e sua contribuição aumenta de acordo com o aumento da abdução. O restante da força, ou seja, os outros cinquenta por cento, vem da ação do manguito rotador (redondo menor, subescapular, infra-espinal e supra-escapular), sendo que nos primeiros graus da flexão ou da abdução, o redondo menor tem a mesma força, porém em direção oposta à do deltoide, e o subescapular e infraespinal ajudam na estabilização da cabeça do úmero.

Acima de noventa graus de flexão ou abdução a força do manguito rotador diminui, deixando o ombro mais instável, porém nessa amplitude de movimento o supra-espinal permanece ativo.

Os movimentos de adução e abdução horizontal ocorrem no plano transversal e a posição final da adução horizontal é a mesma, porém em uma o membro superior se move horizontalmente e em outra, se move obliquamente.

A rotação medial e lateral ocorrem no eixo longitudinal. A rotação medial descreve um arco de aproximadamente setenta graus e a rotação lateral descreve um arco de aproximadamente noventa graus.

flexão do ombro deltoide anterior, peitoral maior, coracobraquial e bíceps braquial
extensão do ombro latíssimo do dorso, redondo maior, peitoral maior, deltóide posterior e tríceps braquial
abdução do ombro deltoide medial e anterior, supraespinal, peitoral maior e bíceps braquial
adução do ombro peitoral maior, latíssimo do dorso, deltoide anterior e posterior, redondo maior, coracobraquial, bíceps braquial e tríceps braquial
rotação externa infraespinal, deltóide posterior e redondo menor
rotação interna subescapular, redondo maior, deltoide anterior, peitoral maior e latíssimo do dorso
abdução horizontal infraespinal, redondo menor, deltoide posterior, redondo maior e latíssimo do dorso
adução horizontal peitoral maior, deltoide anterior, coracobraquial e bríceps braquial
elevação da escápula trapézio superior, elevador da escápula e rombóides
depressão da escápula trapézio inferior, serrátil anterior e peitoral menor

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Exercício da Semana

7 mai

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Controle do Equilíbrio
Essa semana falaremos sobre um exercício que exige muito equilíbrio, força, alongamento e coordenação, ou seja, vamos usar tudo o que aprendemos.
O exercício é o Controle do equilíbrio, sua posição inicial é em decúbito dorsal, pelve e coluna no imprint, pernas estendidas, paralelas e aduzidas na diagonal com os pés em ponta. Braços estendidos acima da cabeça com as palmas das mãos para cima.
Ao inspirar vamos levar as pernas em direção ao tronco, por cima da cabeça, articulando a coluna para fora do colchonete e deixando as pernas paralelas ao chão.
Ao expirar vamos estender o quadril e elevar as pernas para o teto, manter a posição e inspiramos novamente. Na expiração seguinte iremos descer uma das pernas (segurando se possível no tornozelo) enquanto a outra perna se alonga para o teto. Inspire e troque as pernas no ar. OBS: o movimento das pernas é recíproco.
Para retornar, juntaremos as duas pernas em direção ao teto na inspiração e na expiração vamos articular sequencialmente a coluna de volta ao colchonete na posição inicial.
Musculatura utilizada: reto do abdome, oblíquos interno e externo, transverso do abdome, eretores espinais, glúteo máximo, isquiotibiais. Musculatura acessória: iliopsoas, quadríceps femoral, gastrocnêmio, solear, deltóide anterior e peitoral maior.
Objetivos do exercício: fortalecer extensores do quadril, promover flexibilidade de flexores do quadril e desenvolver força e controle do centro de força.

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Exercício da semana

2 mai

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Oi!! Gostei da ideia de escrever aqui no blog e hoje vou escrever sobre mais um exercício, a Torção da Coluna (Spine Twist).

Começamos sentados em cima dos ísquios, com a pelve e coluna na vertical, pernas estendidas e unidas com braços estendidos para e abertos para os lados, um pouco abaixo e um pouco à frente dos ombros. Se o praticante não conseguir deixar a pelve na vertical por conta de falta de flexibilidade ou alguma outra razão, pode-se dobrar os joelhos, sentar em cima de um apoio ou até uma bola.

Inspiramos para preparar e na expiração fazemos a rotação do tronco para um lado, com dois pulsos para o mesmo lado, aumentamos o grau de rotação na mesma expiração. Na inspiração retornamos o tronco ao centro, de volta à posição inicial, e depois expiramos para repetir para o outro lado. Os pulsos tem como propósito diminuir a tensão criada pela torção nas estruturas da coluna e, ao mesmo tempo, ajudar a aumentar a rotação cada vez mais. A cabeça deve rodar junto com o tronco, sempre apontando um pouco além de onde o peito estiver apontando, dessa forma asseguramos um bom alinhamento pela coluna. Assegure que o praticante faça a mesma amplitude de rotação para os dois lados, assim trabalhando o equilíbrio muscular.

Os principais músculos utilizados neste movimento são os oblíquos de forma contralateral, oblíquo interno do lado da rotação e oblíquo externo para o lado oposto à rotação, ambos de forma concêntrica. Os eretores da coluna junto com os abdominais são exigidos para manter o tronco na vertical e assegurar um bom alinhamento durante a prática.

Os principais objetivos deste movimento são a mobilização da coluna na rotação, fortalecimento dos abdominais e eretores da coluna.

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Escrito por Fabio Brasiliense Fernandes, Instrutor Treinador (IT) da STOTT PILATES, qualquer dúvida, fale comigo: f.fernandes@live.com

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